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Este estudo teve por objetivo madeiras de plantios de restauração da Mata Atlântica para destinação energética, analisando a variação da densidade da madeira de quatros espécies florestais em função do seu crescimento diametral e a existência de influência das classes sucessionais envolvidas na dinâmica de crescimento volumétrico mássico das espécies. Para tanto, retirou-se discos de lenho amostrados a diferentes alturas do tronco (0, 25, 50, 75 e 100% da altura de fuste) de cada árvore e foram cortadas amostras radiais (2 x 1 cm), coladas em suporte de madeira e serradas no sentido transversal, originando corpos de prova radiais para avaliação do perfil radial de densidade aparente do lenho das árvores nativas por densitometria de raios X. O perfil da densidade aparente do lenho possibilitou verificar a presença de picos de densidade delimitando regiões distintas no lenho destas, com variações nos comprimentos sendo que as densidades mínima e máxima foram de 0,346; 0,517; 0,385; 0,463 g cm-3 e 0,982; 0,890; 0,899; 0,998 g cm-3, respectivamente, para canafístula (secundária inicial), aroeira pimenta (pioneira), jequitibá-branco (secundária tardia) e jatobá (climácica). De modo geral, conclui-se que os perfis radiais indicaram um aumento da densidade do lenho no sentido medula-câmbio do tronco das árvores, da mesma forma, que as árvores nativas foram influenciadas de acordo com o papel que desempenham na sucessão ecológica, ou seja, as madeiras de jequitibá-branco e jatobá foram as que obtiveram maiores médias de densidade aparente.