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: O objetivo deste trabalho foi determinar a composição química quantitativa nas cascas de um híbrido de E. urophylla, tendo em vista a sua valorização numa perspectiva de biorefinaria. As cascas foram secas, trituradas e utilizou-se a fração granulolmétrica 40-60 mesh para análises químicas. Determinou-se o teor em cinzas, extrativos em diclorometano, etanol e água em extrações sucessivas, suberina utilizando metanólise para despolimerização e lignina por hidrólise ácida. Os polissacarídeos foram quantificados no material hidrolisado como monosacarídeos neutros. A composição química das cascas do clone do híbrido estudado foi de 2,2% de cinzas, 12,1% de extrativos (1,4; 6,6 e 4,1% em diclorometano, etanol e água respectivamente), 1,7% de suberina e 20,4% de lignina (18,1% de lignina Klason e 2,3% de lignina solúvel). O teor em polissacarídeos foi de 50,1%, sendo a glucose o monossacarídeo mais abundante (68%), seguido de xilose (12,7%), galactose e manose, com pequenas quantidades de arabinose e ramnose. O conteúdo de fenóis totais, taninos condensados e flavonóides foram avaliados no extrato alcoólico (etanol água). O teor de fenóis totais foi de 302,8 mg GAE/g de extrato, de flavonóides 125,8 mg de catequina/g de extrato e de taninos de 55,1 mg de catequina/g de extrato. A atividade antioxidante do extrato foi de 512,5 mg de Trolox/g de extrato. A casca deste clone pode ser considerada como uma fonte de produtos extratáveis bioativos. Além disso é também interessante como fonte de celulose, permitindo assim a sua valorização no conceito de uma biorrefinaria.