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As culturas agrícolas brasileiras geram diversos resíduos que podem ser empregados na fabricação de produtos de maior valor agregado e solucionar problemas ambientais. Uma forma de se aproveitar resíduos lignocelulósicos é incorporando-os aos painéis. Sabe-se que painéis minerais são muito utilizados em construção civil. O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência à combustão em painéis minerais produzidos com a incorporação de resíduos da cultura da soja. Foram produzidos compósitos minerais associando madeira de Eucalyptus grandis com resíduos da cultura da soja (Glycine max). O resíduo de soja foi inserido nas proporções de 0, 25, 50, 75 e 100% sendo os tratamentos complementados com madeira de eucalipto. Os materiais lignocelulósicos passaram por um pré-tratamento por imersão em solução de NaOH (5%) por 48 h para a retirada de possíveis componentes inibidores da cura do cimento. Os painéis produzidos foram avaliados quanto à suas propriedades de resistência à combustão. Os corpos de prova foram retirados com dimensões de 5 x 5 cm, sendo posteriormente subdivididos em 2,5 x 2,5 cm. Para a realização do teste foi utilizado um aparato composto por uma balança e um termopar. As curvas foram ajustadas utilizando-se o software ORIGIN. A análise das curvas mostrou que os painéis produzidos com 50 e 75% de resíduos de soja obtiveram maior resistência à combustão. Por outro lado, os painéis produzidos com madeira de eucalipto mostraram-se menos resistentes a situações de incêndios