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No Brasil, observa-se um crescente aumento dos plantios de mogno africano, sendo de grande importância conhecer a qualidade da madeira oriunda desses povoamentos para sua melhor destinação. Assim, o objetivo deste trabalho foi comparar os valores de deformação residual longitudinal (DRL) em árvores de duas espécies de mogno africano (Khaya ivorensis e Khaya senegalensis), antes e após o corte, e verificar a variação da DRL em duas posições ao longo do tronco, após o corte. Foram amostradas quatro árvores de cada espécie, provenientes de um plantio experimental com 19 anos. A medição da DRL foi realizada utilizando um relógio comparador digital (extensômetro), com o qual efetuou-se leituras nas direções cardeais norte e sul do plantio, na altura do DAP das árvores em pé, e nas posições relativas de 25% e 50% da Hc após o corte das árvores. A DRL média na posição DAP foi de 92,8 μm para K. ivorensis, e 93,4 μm para K. senegalensis. Observou-se a diminuição desses valores após o corte das árvores. Em ambas as espécies, os valores de DRL foram superiores nas posições de 50% da altura comercial. Novos experimentos com o mogno africano são importantes, visto que diversas características podem influenciar na qualidade da madeira a ser produzida.