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A amazônia é constituída por diferentes vegetações, como floresta de várzea e de terra firme, em função das cheias dos rios e cotas de altitude. A madeira sofre influência desses fatores para sua formação, que caracterizam suas propriedades anatômicas. Assim, objetivou-se verificar algumas diferenças anatômicas quantitativas das fibras e dos elementos de vaso entre as espécies de várzea e terra firme, nos lenhos de árvores de Qualea paraensis, Qualea albiflora e Mezilaurus lindaviana. Amostras de madeira foram utilizadas para a determinação do diâmetro e da frequência dos vasos em microscópio trinocular. Fibras foram individualizadas em solução de ácido acético e peróxido de hidrogênio; foram dispostas em lâminas histológicas, sendo medidos o comprimento, a largura, a espessura da parede e o diâmetro do lume das fibras mediante o software QWIN V3 Standard. Tanto na área de várzea quanto na de terra firme, as variáveis determinadas não diferiram para as espécies estudadas, exceto o diâmetro de elemento de vaso, que foi maior nas espécies Q. paraensis e M. lindaviana. Para as espécies Q. paraensis e M. lindaviana, somente o DV foi menor para a área de várzea, enquanto que para a Q. albiflora, o Dv e a FV não foram diferentes nas duas áreas. Não existem diferenças anatômicas quantitativas para as fibras e os vasos entre as espécies de várzea e de terra firme para a maioria das variáveis estudadas, com exceção ao diâmetro dos vasos para as espécies Q. paraensis e M. lindaviana, que foi maior para as áreas de várzea.