QUALIDADE DA MADEIRA USINADA DE Coffea arabica L.
Na indústria moveleira, a madeira possui vantagens a outros materiais. Consequentemente, o conhecimento das propriedades da madeira associado ao domínio de sua trabalhabilidade contribuem decisivamente para a otimização, sendo que a qualidade dos produtos é o ponto crucial para o sucesso do empreendimento. O uso de madeiras alternativas no setor do mobiliário é outro fator que merece destaque. Contudo, a deficiência na qualidade final dos produtos está na falta de métodos de qualificação com rápidas respostas e que permitam intervenções no processo produtivo. Diversos trabalhos têm enfocado a utilização de rugosímetros na qualificação da superfície processada de madeiras, pois consideram as variações nas propriedades da madeira e nos parâmetros de usinagem qualificando de forma precisa a superfície usinada (Braga, 2011). Minas Gerais destaca-se nas lavouras de Coffea arabica L., mas que geram grande quantidade de resíduos que podem ser adequados para confecção de produtos sólidos. O objetivo desse trabalho foi avaliar a qualidade da superfície usinada de madeiras de Coffea arábica L. por meio do rugosímetro de arraste. No Laboratório de Usinagem da Madeira (DCF-UFLA) obteve-se corpos de prova da madeira do cafeeiro e que foram armazenados na câmara climática [T = (20±2)0C e UR = (60±5)%]. Esses foram aplainados (cabeçote de 105 mm de diâmetro, três facas, sistema de exaustão, 3600 rpm e velocidade de avanço de 6 e 15 m*min-1, regulador por inversor de frequência) e determinados os parâmetros de rugosidade “Ra” e “Rz”, por meio de um rugosímetro de arraste. Velocidade avanço de 6 m*min-1 apresentou menores valores de 2,07 e 11,60 para “Ra” e “Rz”, respectivamente e para 15 m*min-1 os valores foram de 2,39 e 14,07. Observou-se a diferença estatística, a 5% e que a velocidade de avanço de 6 m*min-1 apresentou melhores qualidades de superfície usinada.