MÓDULO DE ELASTICIDADE DE COMPENSADOS DE Eucalyptus grandis W. HILL EX MAIDEN UTILIZANDO DIFERENTES FORMULAÇÕES DE ADESIVOS.
Na produção de compensados de madeira de eucalipto, por ser uma prática recente no Brasil, o tipo e a quantidade desses aditivos ainda não estão bem definidos necessitando maiores estudos de maneira a obter o melhor desempenho a partir dessa espécie de madeira. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes formulações de adesivos à base de tanino-formaldeído, no módulo de elasticidade de painéis de madeira compensada de Eucalyptus grandis W. Hill ex Maiden., submetidos ao teste de flexão estática perpendicular. Com o objetivo de avaliar os efeitos da quantidade de material extensor no desempenho dos adesivos à flexão, a quantidade desse material foi testada em três níveis diferentes (10, 15 e 20 partes/peso de farinha de trigo), gerando três tratamentos, com duas repetições cada. As lâminas de Eucalyptus grandis foram fornecidas pela empresa Boise Cascade do Brasil, do município de Guaíba – RS. Após armazenamento em câmara climatizada (20°C e 65% de teor de umidade) até obtenção de umidade de equilíbrio, as lâminas, com aproximadamente 4 mm de espessura, foram esquadrejadas com aresta de 40 x 40cm e mantidas sob climatização. A resina utilizada na colagem das lâminas foi a base de tanino-formaldeído, sendo o tanino obtido junto à empresa Seta S.A., de Estância Velha – RS. A farinha de trigo (extensor), a formalina (solução a 37%) e a soda cáustica (4N) foram adquiridas no comércio local. Sendo que a primeira foi submetida a processo de peneiragem em peneira de 60 mesh. Este estudo demonstrou que a quantidade de extensor influenciou o desempenho dos painéis no que se refere ao módulo de elasticidade. Quanto maior o grau de utilização de extensor, menores os valores de MOE.