MODELO DE VARIAÇÃO LONGITUDINAL DE DENSIDADE BÁSICA DA MADEIRA DE EUCALIPTO EM DIFERENTES CLASSES DIAMÉTRICAS
O objetivo do presente trabalho foi o ajuste de modelo estatístico representativo do padrão de variação longitudinal da densidade básica da madeira e um clone de híbrido de eucalipto em três classes diamétricas. Para isso, foram amostradas 50 árvores de um híbrido clonal de Eucalyptus grandis W. Hill ex Maiden x Eucalyptus urophylla S. T. Blake, aos seis anos de idade, plantado em espaçamento 3 x 2 m, em área pertencente ao grupo ArcelorMittal Bioenergia, no município de Martinho Campos, estado de Minas Gerais. Foram definidas três classes de diâmetro e o número de árvores amostradas foi definido pelo percentual participativo em relação à parcela medida. As classes consideradas foram de 14,2 cm, 11,4 cm e 8,1 cm. A amostragem no tronco das árvores consistiu na tomada de discos de 2,5 cm de espessura, na base, DAP e, a partir desse ponto, de metro em metro até a altura comercial (3cm). A densidade básica, por posição longitudinal de amostragem, foi obtida de acordo com a norma NBR 11941 (ABNT, 2003). A densidade básica média da árvore foi calculada como sendo a média aritmética das densidades determinadas em cada posição de amostragem longitudinal. O modelo polinomial cúbico foi o mais adequado para explicar o padrão de variação longitudinal da densidade básica da madeira para a classe de 14,2cm. Para as classes 11,4cm e 8,1cm o melhor modelo foi o polinomial da quarta potência. O padrão de variação longitudinal da densidade básica foi decrescente inicialmente entre 16 a 22%, seguido de aumento entre 61 e 70% e decréscimo até 100% da altura comercial do fuste.