DENSIDADE DAS FIBRAS DA PALMEIRA AMAZÔNICA JACITARA (Desmoncus polyacanthos Mart.)
As fibras do estipe da palmeira Desmoncus polyacanthos Mart., vulgarmente, chamada de jacitara, são amplamente utilizadas por comunidades tradicionais na confecção de peças artesanais, utilizadas como utensílios no seu cotidiano rural. O conhecimento das características destas fibras pode ampliar sua forma de utilização bem como agregar valor à matéria-prima e ao produto final. Os estipes de jacitara foram coletados na Área de Proteção Ambiental da Margem Direita do Rio Negro, município de Novo Airão, Amazonas, Brasil, sob a autorização dos órgãos competentes. Foram retirados três estipes de cinco touceiras. O comprimento aproveitável dos estipes coletados foi obtido entre a região próxima ao solo e abaixo da coroa foliar de cada indivíduo. Amostras de 15 cm, correspondentes às regiões da base, meio, topo e nó do estipe foram fracionados e secos em estufa convencional à 100±2ºC por aproximadamente 96 horas. A determinação da densidade real por picnometria foi realizada utilizando-se multipicnômetro modelo ULTRAPYCNOMETER 1000 e célula do tipo “small” com válvula I fechada e válvula II aberta. As fibras desta espécie de palmeira apresentaram valores de densidade real 1,54 (base); 1,57 (meio); topo (1,94) e 1,60 (nó). As fibras de jacitara apresentaram valores de densidade real superiores à máxima densidade da parede celular vegetal relatada em literatura em todos os tratamentos avaliados. É necessário investigar quais as causas desse fenômeno.