Favoritar este trabalho

Dados do Balanço Energético Nacional de 2013, referente a 2012, relatam que 42,4% da oferta interna de energia do Brasil foi obtida de fontes renováveis, dos quais 15,4% correspondiam à energia proveniente da biomassa da cana e 9,1% da lenha e do carvão vegetal (Empresa de Pesquisa Energética, 2012). Mesmo apresentando uma pequena redução em relação ao ano anterior, quando a oferta a partir de fontes renováveis foi de 44,0%, a participação de renováveis na Matriz Energética Brasileira manteve-se entre as mais eleva¬das do mundo.
Devido à crescente preocupação mundial de aumentar o uso de energia de fontes renováveis, os resíduos das mais variadas origens despontam-se como interessantes alternativas energéticas (PROTÁSIO et al., 2011a).
O Brasil produz grandes quantidades de resíduos oriundos da biomassa vegetal, atingindo valores em torno de 250 milhões de toneladas anuais (QUIRINO et al., 2004). Granada et al. (2002) afirmam que 20% a 30% de toda a matéria-prima utilizada nas indústrias de primeira e segunda transformação da madeira são convertidos em resíduos, tornando-se necessário o desenvolvimento de estudos que visam ao aproveitamento dessa biomassa residual.
Vale et al. (2007) ressaltam que levando-se em conta a grande extensão do território nacional e a aptidão brasileira para a silvicultura, aliada à possibilidade de utilização de resíduos florestais e agrícolas, o Brasil tem as condições ideais para um crescimento estratégico do uso da biomassa como substituta do petróleo.
Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de três resíduos agroflorestais para produção de carvão vegetal, utilizando-se a caracterização elementar e a carbonização dos materiais.