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ABSORÇÃO DE SUPERFÍCIE EM PAINÉIS MDP DE BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR TRATADOS TERMICAMENTE

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1. INTRODUÇÃO

O setor moveleiro no Brasil apresentou crescimento e desenvolvimento significativo nos últimos anos (Oliveira, 2013). Dentre os painéis de madeira utilizados por este setor está o MDP (Medium Density Particleboard), produzidos com partículas de madeira em diferentes dimensões, com a adição de adesivo e aplicação de calor e pressão. Estes podem ser produzi¬dos a partir de qualquer material lignocelulósi¬co que lhes confiram resistência mecânica e boas características físicas (ROWELL et al. 2000).
O bagaço de cana-de-açúcar está entre os resíduos agrícolas em maior quantidade no Brasil. Segundo dados da FAO (2013), a quantidade de cana-açúcar no Brasil é de aproximadamente 734.000.000 MT. Alguns trabalhos já foram desenvolvidos em painéis aglomerados com este resíduo, porém foram encontrados maiores valores de absorção de água e inchamento em espessura em relação aos painéis produzidos com pinus e eucalipto (MENDES et al. 2008).
Uma alternativa para melhoria da estabilidade dimensional é o tratamento térmico, com o objetivo de liberar as tensões de compressão formadas durante a prensagem e também promover a degradação térmica de alguns constituintes químicos.
O setor de painéis cresce a cada ano, e com o intuito da inserção destes painéis ao processo produtivo de móveis, seu principal consumidor, o ensaio de absorção de superfície, que simula a derrubada de um líquido na superfície, avalia o desempenho destes painéis em seu uso diário.
Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar a absorção de superfície em painéis aglomerados de bagaço de cana tratados termicamente.