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VARIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DE PAINÉIS MDP EM FUNÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO À ÁGUA

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1. INTRODUÇÃO

Atualmente, o setor de painéis de madeira reconstituída tem apresentado grande crescimento no Brasil e no mundo. Dessa forma, a demanda por matéria-prima aumenta e torna necessária não apenas a ampliação das áreas de plantio dos gêneros Pinus e Eucalyptus, mas também a busca de novas opções.

A princípio, esses painéis também podem ser fabricados a partir de qualquer outro material lignocelulósico que lhes confira alta resistência mecânica e peso específico pré-estabelecido, já que a composição química dos materiais lignocelulósicos é semelhante à da madeira (ROWELL et al., 2000).

Neste contexto, o aproveitamento dos resíduos gerados pela agroindústria brasileira é uma alternativa para atender tal demanda do setor de painéis aglomerados, apresentando vários tipos de resíduos lignocelulósicos com potencialidades para aproveitamento (MENDES et al. (2009)). Dentre os tipos de resíduos, o bagaço de cana tem revelado grande potencial de utilização em painéis aglomerados (MENDES et al., 2012).

No entanto, algumas informações ainda são necessárias para completa caracterização desse tipo de painel. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi verificar o efeito do tempo de exposição á água sobre as propriedades físicas de painéis MDP (Painéis de partículas de média densidade) produzidos com bagaço de cana, madeira de pinus e madeira de eucalipto.