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O trabalho teve como objetivo avaliar a variação da densidade básica no sentido longitudinal da madeira de Eucalyptus sp.
A madeira do estudo é procedente de árvores de Eucalyptus sp. provenientes de um plantio localizado na cidade de Boa Esperança, norte do Estado do Espírito Santo. Foram amostradas três árvores, com idade de cinco anos e 14 metros de altura em média, sendo estas sadias e com fustes sem defeitos (tortuosidades e bifurcações), com diâmetro entre 15 a 17 cm.
Para realização do estudo, foram retirados discos a 0%, 25%, 50%, 75% e 100% da altura comercial da árvore. Cada disco foi subdividido em quatro quadrantes (cunhas) ao serem traçadas duas linhas diametrais perpendiculares com encontro na medula. Duas destas cunhas, localizadas em sentidos opostos, foram utilizadas.
As cunhas verdes tiveram seu volume saturado obtido através do método da balança hidrostática descrita no MB26 da Associação Brasileira de Normas Técnicas de 1940, e utilizando-se uma balança de precisão de 0,01g. Em seguida, após ficarem 10 dias secando ao ar, as cunhas foram conduzidas a uma estufa mantida a 103 ± 2º C até adquirirem massas constantes. Finalmente, as cunhas secas foram pesadas e a determinação da densidade básica foi obtida.
Para avaliar o grau de significância dos índices calculados, foi realizada a análise de variância ao nível de 5% de significância.
Concluiu-se que a densidade básica varia ao longo do tronco no sentido longitudinal da árvore. O modelo de variação da densidade básica para a madeira de Eucalyptus sp. estudada foi um decréscimo até 25% da altura comercial, seguido de um aumento até 50% e novamente um decréscimo até o ápice. A densidade básica média da madeira de Eucalyptus sp. foi de 0,57 g.cm-3.
Estatisticamente não foi verificada diferença significativa na densidade básica entre as posições analisadas.