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Rendimento do processo de desdobro de Eucalyptus dunnii E Eucalyptus grandis por meio do sistema de corte tangencial

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O objetivo do presente estudo foi avaliar o aproveitamento da matéria-prima de Eucalyptus dunnii no processo de desdobro tangencial, bem como compará-lo com o Eucalyptus grandis. Foram utilizadas 120 toras provenientes de reflorestamentos localizados em Palmeira-SC e Telêmaco Borba-PR, ambos com 13 anos de idade, as quais apresentavam comprimento médio de 2,45 m, sendo distribuídas em duas classes diamétricas (20 a 25 cm e 25,1 a 30 cm). Cada tratamento foi composto por 10 toras com três repetições cada um. O desdobro envolveu a passagem das toras por uma serra fita simples, retirando duas costaneiras, que foram reaproveitadas em duas serras fita horizontais e posteriormente em uma refiladeira. Já o semi-bloco foi resserrado em uma serra circular múltipla de dois eixos. O rendimento foi obtido pela relação entre o volume de peças de madeira serrada gerado no desdobro e o volume de toras de cada amostra, expresso em porcentagem. O aproveitamento da matéria-prima foi obtido em quatro situações: rendimento bruto, sem rachaduras, sem destopo e líquido. Os dados foram avaliados por meio da Análise de Variância e Teste de Tukey a 95% de probabilidade. Os resultados indicaram que o rendimento do E. dunnii foi inferior em todos os tratamentos quando comparado ao E. grandis e que o rendimento líquido médio dos processos para as espécies foi de 44,15% para o E. dunni e 54,30% para o E. grandis, ocorrendo uma perda média de 14% para a primeira espécie e 9,60% para a segunda em função das rachaduras e destopos.