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CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DE TRÊS ESPÉCIES DE MAIOR ABUNDÂNCIA NO NOVO CICLO DE CORTE DA FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS

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Estudar e compreender o ciclo de corte de uma floresta submetida à exploração madeireira é estrategicamente importante, sendo que o manejo florestal é visto como a solução para uso sustentável dos recursos florestais, principalmente do produto madeira. Apenas três sítios na América Latina se equiparam ao sítio experimental da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós em termos de contribuições para a sustentabilidade do manejo florestal madeireiro na Amazônia. No segundo ciclo de corte, a composição florística apresentou alterações, notando-se a abundância de novas espécies em relação ao ciclo anterior, e estas novas espécies necessitam serem caracterizadas tecnologicamente, visando a encontrar aplicação e utilidade das mesmas.
O material foi coletado na Floresta Nacional do Tapajós, no Km-67 da BR-163, sob as coordenadas S02°53’08,0” e W054°55’16,7”, na área experimental da EMBRAPA. Foram retiradas amostras das espécies de Bixa arborea (Urucu da Mata), Protium altsonii (Breu) e Rinorea guianensis (Acariquarana), sendo que de cada espécie, coletou-se cinco árvores, totalizando 15 indivíduos. De cada árvore foram retiradas dois toretes de dois metros provenientes da base. Os corpos de prova, já confeccionados, passaram pelo processo de saturação colocado em dessecadores com água, sendo submetido a vácuo diariamente. Após a saturação, obteve-se os valores inerentes ao volume e dimensões lineares de cada corpo de prova, para posterior aclimatização, de 20C e 65% de umidade, até atingirem o teor de umidade de equilíbrio a 12%. Ao final, as amostras foram pesadas na balança de precisão, medindo-se as seções longitudinal, radial e tangencial com um paquímetro digital, além de obter-se o volume por imersão em mercúrio. Após obtenção dos dados analisou-se a densidade e as contrações longitudinal, tangencial e radial a 12%. Verificou-se que R. guianensis apresentou maior valor dentre as espécies estudadas para densidade, quando comparada as demais, enquanto que B. arbórea e P. altsonii ficaram com a menor média e intermediária, de 0,33 g/cm³ e 0,6 g/cm³ respectivamente. A respeito da contração, Rinorea guianensis apresentou o maior valor em todos os planos e Bixa arborea obteve os menores resultados para a contração linear. Concluiu-se que as espécies do novo ciclo de corte possuem potencial de introdução no mercado em diferentes áreas. A espécie Rinorea guianesis pode ser usada na construção civil na forma de pontes, vigas e caibros, enquanto que Protium altsonii possui potencial na indústria moveleira. Bixa arbórea, por sua vez pode ser utilizada na confecção de painéis e laminados.

Palavras-chave: Flona Tapajós; Segundo Ciclo de Corte; Propriedades físicas.