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Introdução: Fitoterápico é um medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. A fitoterapia é enquadrada no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como prática integrativa e complementar à saúde. Este estudo teve por objetivo determinar a prevalência da utilização de fitoterápicos em um Município do Sul de Mato Grosso, bem como o perfil dos usuários. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, realizado no município de Rondonópolis, MT. Considerou-se como população de referência 119.935 indivíduos, que correspondem a população com idade igual ou superior a 20 anos, prevalência desconhecida de 50%, nível de confiança igual a 95%, erro amostral de 5%, e proporção esperada de 0,50, resultando em uma amostra de 370 participantes. O processo de amostragem foi por conglomerados em dois estágios, sendo a unidade primária de amostragem o setor censitário e a secundária, o domicílio. Os dados foram coletados de janeiro a abril de 2018. Aplicou-se um questionário semi-estruturado para coleta de informações referentes às características socioeconômicas e uso de fitoterápicos. Foram incluídos na pesquisa os fitoterápicos consumidos nos últimos 15 dias anteriores à entrevista, sendo solicitada a apresentação das embalagens dos medicamentos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa UFMT/Rondonópolis n. 2.354.295. As informações anotadas nos formulários foram duplamente digitadas. Os dados foram analisados no programa Epi Info 7.2.1, empregando-se a estatística descritiva. Resultados: A prevalência de uso de fitoterápicos foi de 6,22% (n= 23). Os usuários de fitoterápicos são mulheres (100%), em sua maioria adultas (52%), com renda de 1 a 2 salários mínimos (56%), estudaram até 8 anos (56%) e economicamente ativas (61%). Os fitoterápicos mais consumidos foram aqueles a base de Ginkobiloba (22%) e de Passiflora (13%). A maioria dos fitoterápicos consumidos foram prescritos por profissionais da saúde (60%). Considerações Finais: A população estudada apresenta uma baixa prevalência de consumo de fitoterápicos. Através da identificação do perfil dos usuários de fitoterápicos será possível promover ações que busquem o uso racional destes medicamentos. Os dados remetem para a necessidade de se ampliar o uso de fitoterápicos no Município, contribuindo com o fortalecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Torna-se imperativo a promoção de espaços de discussão e capacitação dos profissionais de saúde, considerando as dificuldades e os benefícios para o uso de um novo paradigma para a promoção da saúde.