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Introdução: As mídias sociais conquistaram significativa importância na vida dos jovens contemporâneos, tanto no âmbito pessoal – para informação, divertimento – quanto no coletivo – para se projetarem como seres sociais e difundirem informações a várias pessoas quase que instantaneamente. Diante disso, docentes do curso de Medicina perceberam a influência de duas mídias sociais, Whatsapp e Facebook, na vida dos alunos e utilizaram-nas para atingir objetivos de aprendizagem de conceitos e aplicações práticas de promoção em saúde da comunidade. Desenvolvimento do trabalho: Os docentes de Saúde Coletiva III da Universidade Federal de Uberlândia encontraram no aplicativo Whatsapp uma maneira rápida, lúcida e descontraída de os alunos discutirem assuntos relacionados à saúde e atualidades da área médica por meio de um grupo virtual onde lançavam-se imagens, vídeos e textos para discussão. Enquanto que no Facebook, criou-se uma página da turma, com a finalidade de promover a saúde da população por meio de postagens criativas, críticas e acessíveis. Resultados: Os resultados da vivência indicaram que todos acadêmicos assumiram posição ativa durante o debate por meio do Whatsapp. Desde o início da conversa no grupo, eles contribuíram com ideias, questionamentos e argumentações acerca da temática discutida. Já com o Facebook, houve interação com a comunidade não acadêmica, já que a página foi divulgada para se atingir a população como um todo. Dessa forma, as postagens dos discentes alcançaram muitos internautas, os quais, além de acessar informações relevantes sobre saúde, podiam tirar dúvidas e fazer comentários sobre o tema. Portanto, a vivência permitiu o desenvolvimento de competências como Comunicação, Liderança, Atenção à Saúde e Administração e Gerenciamento, preconizadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Entretanto, existem algumas limitações, como a necessidade de acesso a Internet e a smartphones, assim como uma boa relação docente-discente preestabelecida. Destaca-se, também, que o grupo do Whatsapp, a fim de favorecer a participação de todos, não deve conter muitos membros, o que torna indispensável a divisão de turmas grandes. Ademais, é preciso maior desenvolvimento de pesquisas que abordem o uso de mídias sociais como potencializadores da educação em saúde, pois mostraram-se escassas nas plataformas de dados consultadas, dentre essas: LILACS e MEDLine. Considerações Finais: À luz da vivência, pôde-se concluir que o uso de mídias sociais no curso de Medicina é uma forma efetiva de desenvolvimento de competências e de ampliação e consolidação do conhecimento, sendo os acadêmicos sujeitos centrais nesse processo, uma vez que a participação ativa deles é requisitada.