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3. SALA DE AMAMENTAÇÃO, SAÚDE MENTAL MATERNA NA GRAVIDEZ E REPERCUSSÕES PARA O INICIO DO ALEITAMENTO MATERNO

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- Introdução: O combate à desnutrição e mortalidade infantil tem sido foco de
políticas públicas de incentivo ao Aleitamento Materno (AM)
exclusivo nos primeiros seis meses de vida. Considerando a amamentação um processo multifatorial e psicofisiológico a condição emocional da mãe influencia o início e seguimento do AM. Medidas de promoção ao AM, como as Salas de Amamentação (SA), são importantes para prevenção ao desmame precoce, garantia da saúde infantil e promoção do vínculo mãe-bebê. Nosso objetivo foi analisar o perfil de saúde mental na gestação de puérperas que participaram da SA da Maternidade Escola da UFRJ (ME-UFRJ) e suas condições emocionais no início da amamentação a fim de discutir como esse espaço é um recurso de intervenção que ajuda na prevenção de riscos à saúde do binômio mãe-bebê. Método: Trata-se de um estudo descritivo de coorte retrospectivo com dados secundários de 24 mulheres usuárias da ME-UFRJ. A amostra tinha em média 29 anos de idade. Mais da metade possuía ensino médio completo (n=18; 75%), era casada (n=16; 66%), trabalhava (n=16; 66%) e estava em relacionamento estável por pelo menos seis meses. Todas as participantes foram avaliadas na gestação e frequentaram a SA após alta hospitalar. Sintomatologia depressiva e de ansiedade foi identificada pelas Escalas BECK, respondidas pelas participantes durante o pré-natal. Dados do primeiro mês de amamentação foram obtidos nas Fichas de Monitoramento da SA serviram para pensá-la enquanto um recurso protetor contra os sintomas clínicos de ansiedade e depressão. Todos os dados foram analisados descritivamente usando o software SPSS (Statistical Package for Social Sciences) para Windows, versão 20. Resultados e/ou impactos: Grande parte das participantes não apresentou sintomas clínicos de ansiedade (n=18; 75%) e de depressão (n=19; 79%) durante a gestação, assim como se apresentou tranquila ao amamentar (n=22; 91%) na visita à SA. Confirma-se que o estado emocional materno durante a gestação pode ser fator de influência para o início do AM, uma vez que as puérperas se apresentavam em condições emocionais favoráveis. Possivelmente isso teve repercussão para a saúde mental daquelas mulheres, com consequências para o processo psicofisiológico do AM e sua continuidade, especialmente porque grande parte delas contava com rede de apoio. Conclui-se que recursos de intervenção para promoção do AM, como as SA, podem ajudar no incentivo e seguimento da amamentação, com consequências positivas para a saúde materna e formação do vínculo mãe-bebê.