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Introdução: A promoção e popularização dos conhecimentos interdisciplinares e plurais nos campos da Bioética e Direitos Humanos tem papel fundamental, como definido no objetivo V da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (Unesco, 2005). Seja para elevar a qualidade do debate sobre temáticas envoltas em complexas questões morais, éticas, filosóficas, políticas e religiosas, quanto de promover a defesa de direitos e construção de políticas públicas (Holanda e Feitosa, 2013). Nesse contexto, se fundou, em 2019, a Liga Acadêmica de Bioética e Direitos Humanos (LiABDH) da Universidade de Brasília, como projeto de extensão. Articulando o tripé universitário da pesquisa, ensino e extensão aos conhecimentos teóricos e práticos, para formação ampliada de profissionais e cidadãos (Queiroz, 2014). Objetivo: A LiABDH, objetivou a organização e promoção de Minicursos
sobre Bioética e Direitos Humanos a fim de ampliar a divulgação e diálogo para e com a sociedade, sobre esses campos, seus desafios, dilemas e oportunidades. Método: Minicursos são eventos de curta duração, sendo cada uma das edições planejada e mediada por estudantes de graduação e/ou pós-graduação da LiABDH, sob coordenação da professora orientadora. São promovidos como aulas públicas, em formato de Webnário, de forma online e gratuita, com transmissão pelo canal no YouTube da UnB-TV, visando assim atingir público amplo e diverso. Resultados: Entre 2022 e 2023 elaboramos três edições do Minicurso, em parceria com a Sociedade Brasileira de Bioética Regional DF (SBB/DF) e com o Programa de Pós-Graduação em Bioética da Universidade de Brasília (PPG-Bioética/UnB). A primeira edição teve como perspectiva a “Introdução aos grandes temas da Bioética e Direitos Humanos”, tendo 427 inscrições e 2.898 visualizações no YouTube. A segunda pautou-se sobre a “Saúde Mental, álcool e outras drogas”, com 547 inscritos e 2.012 visualizações. Já na terceira edição discutimos sobre “Perspectivas sobre raça na reconstrução da Democracia”, com 560 inscritos e 2.404 visualizações. Discussão: Ao longo de cada uma das edições do Minicurso, as aulas públicas discorreram sobre temáticas de intersecção às situações persistentes e emergentes em Bioética (Garrafa, 2005), ministradas por importantes especialistas do campo, com múltiplas abordagens teóricas e de vida. Discorrendo desde o processo histórico e teórico da Bioética, passando aos direitos humanos dos pacientes. Indo de encontro às questões pertinentes de saúde mental, consumo de psicoativos, toxicomanias e cuidado em liberdade. E então, ao abordar discussões sobre democracia e questões de raça, gênero, classe, desde masculinidades, saúde da população negra, quilombola, vivências LGBTI+, diversidade étnica e religiosa, filosofias africanas e afrodiaspóricas, e a construção da cidadania negra. Considerações finais: Consideramos este projeto, um importante passo para a afirmação de espaços plurais para abordagens não apenas de caráter teórico, mas de partilha de experiências e relatos de vida e luta, desde aos convidados/as, à organização e a todos/as participantes. Considerando que o processo de promoção do conhecimento e suas discussões deve ser partilhado e coletivo (Freire, 1996), a internet se torna o meio que diminui as fronteiras e democratiza seu acesso, além de registrarem as atividades para a posteridade.
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