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Resumo geral do painel: Este painel tem por objetivo a reflexão sobre um debate antigo, que vem se consolidando a partir da década de 1990, as repercussões da Nova Gestão Pública (NGP) na educação, que é ressignificado, tendo em vista as mudanças educacionais e sociais que temos vivido ao longo deste período. A implantação de políticas educacionais que tomam por base os princípios da NGP, vem alterando substancialmente a identidade profissional dos professores e construindo uma nova subjetividade, em que a performatividade é um elemento central. Assim, o dia a dia do fazer escolar se modifica, reorientando o que é ser professor, o que acarreta em uma nova identidade profissional, baseada no desempenho, nas competências, na padronização e na responsabilização. Nesta perspectiva, a primeira parte do painel apresenta um panorama teórico conceitual sobre a NGP e seus desdobramentos na educação, focando, principalmente o trabalho docente, fio condutor deste painel. Na segunda parte, o foco central são as mudanças trazidas pela cultura da performatividade no trabalho docente, balizando o que se considera ser um bom professor ou professora e criando um grau de consciência em que docentes para além de se sentirem cobrados, criam uma vigilância sobre si. Além disso, indica que essas transformações focadas na produtividade fazem com que a mensuração da ação docente se torne mais importante do que o conteúdo desta ação. Esse cenário é aprofundado no período pandêmico, havendo mais demandas e exigências por produtividade. Por fim, a última parte apresenta pesquisa realizada com diretores escolares que mostra como os princípios que fundamentam as políticas gerencialistas afetam o trabalho dos diretores, intensificando o seu trabalho e criando uma cultura que tem incidindo diretamente na formatação da subjetividade docente e normalizando ações contraditórias com sua própria concepção de gestão, fazendo com que, por força da política educacional, passem 1/22 a ter como elemento imprescindível e natural de sua prática posturas que passam a margem das decisões coletivas, tudo em nome da eficiência e eficácia da escola. Este painel busca, ainda, destacar que embora evidenciando a centralidade gerencial que as mudanças baseadas na NGP trouxeram ao trabalho docente, não se pode desconsiderar a possibilidade de buscar a implantação de uma educação pública de qualidade, pautada na inclusão, na cidadania e na democracia, sendo importante reconhecer que reformas e resistências podem ser interpretadas como respostas ativas para o conjunto de concepções e práticas neoliberais que impactam os docentes em todo o mundo. Palavras Chave: Nova Gestão Pública (NGP); Regulação da Educação; Trabalho docente; Subjetividade docente; Gerencialismo.
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