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FREQUÊNCIA DE DERMATOFITOSE EM CÃES E GATOS EM UMA POPULAÇÃO HOSPITALAR

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As dermatofitoses são as enfermidades fúngicas superficiais contagiosas mais prevalentes em animais e humanos, e mundialmente uma das zoonoses mais comuns. São causadas por fungos queratinofílicos dos gêneros: Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton. O objetivo foi observar a frequência de isolamento de dermatófitos em cães e gatos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina. De janeiro a junho de 2016, foram atendidos 238 animais, 204 (85,71%) cães e 34 (14,29%) gatos, com lesões circulares, alopécicas, principalmente na face e nos membros dos animais. Desses animais foram coletadas amostras de pelos e encaminhados ao Laboratório de Micologia Veterinária – UEL. As amostras foram semeadas em Ágar Mycosel® e Ágar DTM e incubadas a 25°C por até 15 dias. Para identificação da espécie foi observada as características de crescimento das colônias e das estruturas de esporulação e ornamentação das espécies isoladas em lâminas coradas com lactofenol azul de algodão. As colônias e a morfologia dos macroconídeos foram diferentes de acordo com a espécie isolada. No ágar DTM, a maioria dos dermatófitos alcalinizou rapidamente o meio durante sua multiplicação, observado pela mudança de cor do meio de cultura de amarelo para vermelho. Das 238 amostras analisadas, 23 (9,66%) foram positivas para dermatofitose, sendo 13 (56,52%) gatos e 10 (43,48%) cães. Em relação as 23 amostras positivas, 12 (52,18%) foram identificadas como Microsporum canis, sete (58,33%) em gatos e cinco (41,7%) em cães; três (13,04%) como Microsporumgypseum, duas (66,66%) cães e um (33,34%) gato; duas (8,69%) como Trichophyton mentagrophytes, em dois (100%) gatos e seis (26,09%) amostras foram identificadas somente como dermatófitos, em três (50%) cães e três (50%) gatos. As dermatofitoses são importantes zoonoses, sendo que cães e gatos são reservatórios naturais de dermatófitos zoofílicos e o gato é o principal veiculador de M. canis. A transmissão ocorre pelo contato direto com pelos e escamas infectadas ou do próprio fungo presente nos animais e ambiente. Com esses resultados, evidencia-se a importância do diagnóstico, tratamento e orientações adequadas ao proprietário a respeito desta zoonose.