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Relato de experiência ocorrido no período de 8 de março a 17 de maio de 2022.
Objeto da experiência
Aprendizagem sobre as violências e opressões vivenciadas por mulheres negras em contexto histórico marcado pelo racismo e objetificação de seus corpos.
Objetivos
Apresentar as experiências de estudantes da disciplina de pós-graduação stricto sensu “Leituras em Violência e Saúde”, de uma instituição pública de ensino e pesquisa sobre o discurso de Sojourner Truth e suas relações com as opressões/explorações e o feminismo negro sob a perspectiva interseccional.
Metodologia
O seminário apresentado pelas/os estudantes sobre o tema “Violências e Trabalho” levou à leitura e conhecimento de Sojouner Truth, pioneira no contexto de pautas do feminismo negro. Sob orientação das professoras foram indicadas autoras do Norte e do Sul global que dialogam com essa perspectiva. Com a busca exploratória de estudos, sites, notícias e filmes sobre o feminismo negro e interseccionalidades, uma das descobertas que mais chamou atenção foi o pioneirismo do discurso dessa mulher.
Resultados
Evidenciou-se o poder do discurso da ex-escravizada sobre direitos das mulheres, sendo Truth uma referência para as feministas e para as que lutam pelas igualdades de raça/cor, classe social e gênero. Pioneira nas pautas feministas, seu discurso ecoa até hoje, pois deixou um legado da força do discurso contra o racismo e opressão, ao indagar: “E eu não sou uma mulher?” Chamou a atenção do grupo pela dedicação em vida, na qual em uma década proferiu discursos para dezenas de plateias.
Análise Crítica
Com o discurso “Eu não sou uma mulher?” constatou-se que a fala é instrumento de poder na luta contra as invisibilidades e opressões. São necessárias discussões sobre essas mulheres, tão importantes historicamente no que hoje se discute no feminismo negro. Essa experiência mostra a força do discurso nas lutas sociais contra as opressões que atravessam as mulheres negras e reforçam a necessidade de estudos nesse campo.
Conclusões e/ou Recomendações
Este trabalho coletivo conclui algumas proposições como a necessidade de: divulgação histórica das contribuições de Sojourner Truth sobre as opressões e explorações de mulheres negras; formação em saúde para o enfrentamento ao racismo e à branquitude; incentivo à abordagem do tema em cursos de formação profissional em saúde; maior discussão acadêmica e de pesquisa sobre pautas raciais.
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