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O Projeto Ubuntu iniciou em agosto de 2021 e segue em andamento.
Objeto da experiência
Imigrantes e refugiados haitianos, senegaleses, ganeses e venezuelanos residentes na cidade de Bento Gonçalves/RS.
Objetivos
Promover inclusão social e profissional aos imigrantes e refugiados haitianos, senegaleses, ganeses e venezuelanos, através do acesso à alfabetização, mercado de trabalho e cuidado em saúde mental. Proporcionar aprendizagens e trocas culturais entre comunidade acadêmica e imigrantes e refugiados.
Metodologia
Intervenções disponíveis para a população alvo: Grupo de Apoio e Acolhimento a Mulheres Imigrantes; Atendimento em Psicoterapia; Orientação Profissional e de Carreira; Atendimento Psicopedagógico; Cursos de Qualificação Profissional e Oficinas de Alfabetização e Letramento. A população atendida pelo Projeto vem por encaminhamentos da Rede de Assistência Social e de Saúde municipal, além de ONGs de acolhimento de imigrantes e refugiados.
Resultados
O Projeto Ubuntu está em curso, com atividades disponibilizadas a partir das demandas apresentadas pelos imigrantes e refugiados acolhidos. Os resultados apontam que essas demandas podem ser contempladas pelo Projeto, facilitando a inclusão social e profissional da população. Contudo, alguns desafios são percebidos no que se refere à comunicação, à implementação do Projeto e à resistência da comunidade do município em receber a população imigrante e refugiada.
Análise Crítica
Sabe-se que cidades interioranas possuem saberes e práticas de vida mais hegemonizados, os quais, comumente, destoam dos modos de existência de imigrantes e refugiados racializados. Assim, a inclusão social e profissional dessa população no território invariavelmente perpassa pelas dimensões do racismo e da xenofobia. A proposta do Projeto consiste em diminuir essas assimetrias nas relações, capacitando laboralmente imigrantes e refugiados, além de facilitar a aproximação com a comunidade local.
Conclusões e/ou Recomendações
Um importante desafio é a comunicação em função do idioma, já que grande parte dos imigrantes e refugiados se comunica em francês, crioulo e espanhol, o que parece dificultar o acesso ao emprego formal. Isso também impacta no acesso da população ao Projeto, mas tem-se pensado estratégias para minimizar essa limitação como, por exemplo, busca ativa nas igrejas em que imigrantes e refugiados estão vinculados, ampliando o alcance das intervenções.
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