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Para que possamos socializar o conhecimento sobre os povos indígenas do Brasil, é mister a decolonização do conhecimento a respeito de sua cultura, sobretudo no que se refere ao modo de fazer saúde nesta população, pois entendemos que a formação educacional brasileira apresenta em seu conteúdo curricular uma ineficiente discussão sobre a diversidade cultural dos Povos indígenas.
Objetivos
Descrever a experiência no planejamento e execução de um curso de extensão que teve como título: “Interculturalidade: Desafios e perspectivas na formação do profissional de saúde”.
Metodologia
Trata-se de um relato de experiência das mestrandas indígenas do curso de Mestrado Profissional em Saúde da População Negra e Indígena (MPSPNI) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O estudo foi desenvolvido nos meses de 21 de julho a 30 de agosto de 2021, realizado virtualmente, pelo Google meet, tendo como público: profissionais e estudantes da área de saúde. Utilizou-se de aula expositiva e exibição de vídeos curtos, além da participação de convidados indígenas e não indígenas (lideranças indígenas, parteira, pajé e enfermeira). No encerramento do curso houve atividade cultural com a participação do Líder da Reserva Indígena Thafene/Kariri-Xoco/Fulni-o, Wakay Fulni-ô.
Resultados
O curso de extensão ampliou a discussão sobre a cultura indígena e o seu modo de fazer saúde. Sabemos que valorizar à pluralidade étnico-racial não é uma tarefa simples, pois implica o estabelecimento de novos parâmetros quanto à representação do indígena no imaginário coletivo global: motivo das lutas que os povos indígenas engendram desde a constituição de 1988. Discutiram-se temas sobre: Racismo contra os Povos Indígenas; Cultura Indígena em sua contemporaneidade; Interculturalidade em saúde; Assistência ao parto, crenças e cuidado. Ao final, os participante avaliaram, a partir do Google forms, a metodologia, recursos audiovisuais e temas abordados, sendo os mesmos avaliados como ótimos.
Conclusões/Considerações
A atividade buscou fortalecer as ações político-educacionais voltadas aos povos indígenas nos espaços acadêmicos, através do pensar transversalmente as questões que tematizam a cultura e a história dessa população, em especial sobre a saúde indígena. Outrossim, afirma a importância da presença indígena na construção do conhecimento científico, além de ser um momento histórico para o reconhecimento e demarcação de seu território na Universidade.
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