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A associação da alteração do padrão de ocorrência de microcefalias relacionadas ao vírus Zika no ano de 2015, trouxe complexos desafios para o SUS, a ciência e toda a sociedade, suas consequências permanecem principalmente para as mães, as crianças e suas famílias. No Brasil, grupos de mães afetadas se organizarem em busca de apoio, informações, solidariedade e direitos sociais.
Objetivos
Compreender as percepções das participantes do grupo Mães de Anjos de Minas sobre a constituição do grupo, o vírus Zika e suas conexões com direitos humanos.
Metodologia
Trata-se de pesquisa qualitativa, onde foram realizadas entrevistas com as integrantes do Grupo e observação participante, entre o ano de 2018 e 2019. Para o tratamento dos dados coletados utilizou-se a análise de conteúdo. A partir dos resultados foram criadas categorias analíticas, com temas sobre a mulher cuidadora em tempo integral, expectativas em relação ao grupo, medos, preconceitos, aceitação, informação e comunicação e informação em saúde no contexto de zika sua associação à microcefalia e, as suas consequências na vida das mães e crianças. A pesquisa é parte de uma tese de doutorado e foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa do IRR/Fiocruz Minas.
Resultados
Identificou-se que a falta de comunicação em relação ao diagnóstico, prognóstico dos filhos é um problema enfrentando pelas mães e há falta de informações sobre como acessar os serviços de saúde e outros benefícios. Constatou-se que há fragmentação de informações nos diversos serviços percorridos para o cuidado às crianças e, o grupo é um lugar de obter orientações, cuidado, esclarecer as dúvidas e dialogar sobre situação vivenciada. Utiliza-se as redes sociais eletrônicas, para estabelecer discussões com outros grupos de mães e familiares de crianças com microcefalia, para troca de informações e como forma de voz para o diálogo com a sociedade e mobilização para garantia de direitos.
Conclusões/Considerações
Garantir a informação como um direito e a comunicação, de forma correta, mesmo que diante de incertezas é essencial e deve ser levado em consideração os diversos contextos. É fundamental construir estratégias comunicacionais contendo a voz das mulheres e das famílias afetadas pela situação de saúde, dos centros de pesquisas e dos diversos setores de governo, profissionais de saúde e da sociedade.
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