CARACTERIZAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE DETERMINANTES DA MALÁRIA EM TERRITÓRIOS AMAZÔNICOS: PERSPECTIVAS PARA A VIGILÂNCIA

Vol 2, 2022 - 160546
Relato de Pesquisa
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Resumo

A vigilância é um dos pilares dentro da Estratégia Técnica Global para a eliminação da malária. A caracterização dos determinantes para fins de estratificação de áreas prioritárias com maior potencial de transmissão, em consonância com as diretrizes da OPAS/OMS, são prementes para consolidar estratégias de vigilância e controle mais efetivas no alcance das metas globais de eliminação da doença.

Objetivos

Caracterizar os determinantes da malária usando os dados disponíveis em escala estadual para realizar a estratificação do potencial de transmissão malarígeno na região amazônica brasileira.

Metodologia

Foi realizada uma caracterização socioambiental, em escala estadual para a Região Amazônica, por meio da construção de uma base de dados e espacialização de indicadores. Esses indicadores foram divididos em duas dimensões. A primeira delas é relativa ao uso do solo, caracterizado com área vegetada, área antrópica, ou área de tensão ecológica. A outra dimensão é relativa as formas de ocupação antrópica relacionadas com a malária. São elas os assentamentos, as áreas indígenas, as atividades de mineração e as hidrelétricas. Foram usadas como fonte as seguintes bases: IBGE, Agência Nacional de Mineração, Agência Nacional das Águas e a Rede Amazônica de Informação Georreferenciada (RAISG).

Resultados

Foram identificadas 386 áreas indígenas no território amazônico, sendo 45% (174) no Amazonas. Em relação aos assentamentos, dos 3.284, 32,2% localizam-se no estado Pará. Quanto às hidrelétricas, foram identificadas 525, sendo pouco mais da metade (54,8%) localizada no Mato Grosso (288). Foram identificadas 3924 e 6.404 km2 de área de exploração de mineração legal e ilegal, respectivamente, grande parte no estado do Pará (67 e 97%). Quanto às áreas de cobertura vegetal, dos 3,5 milhões de km2, 42,8% concentram-se no Amazonas. Já as áreas antrópicas somaram 644.000km2, sendo 33,8% no Mato Grosso. As áreas antrópicas de tensão ecológica somaram 149.213 km2, sendo 41,3% no estado do Mato Grosso.

Conclusões/Considerações

Os dados analisados para a Região Amazônica trazem aspectos importantes para a compreensão da dinâmica de transmissão da malária, com grande potencial de integração e uso na produção sistemática e periódica de indicadores visando o aprimoramento das ações de vigilância e controle em nível regional/local.

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