CADASTRO DO PROGRAMA PREVINE BRASIL EM UMA CAPITAL DA REGIÃO NORTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE GRADUANDAS EM SAÚDE COLETIVA

Vol 2, 2022 - 160494
Relato de Experiência em Saúde Coletiva
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Resumo

O cadastramento ocorreu no mês de agosto de 2021.

Objeto da experiência

Participação na campanha municipal de cadastramento no programa Previne Brasil em um bairro popular na cidade de Belém-Pará.

Objetivos

Refletir sobre a experiência de graduandas em Saúde Coletiva, da Universidade do Estado do Pará, como cadastradoras do programa Previne Brasil, em Belém-Pará.

Metodologia

A campanha ‘Cadastra Belém’ foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com universidades locais. O cadastro em áreas sem cobertura de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), como agentes comunitários (ACS) eram realizadas por discentes. As visitas aos domicílios aconteceram no período do contraturno das discentes voluntárias, supervisionadas por uma profissional do nível central da secretaria de saúde.

Resultados

Durante as visitas percebeu-se desconhecimento da população sobre a campanha e a importância deste cadastro para o SUS. Houve dificuldade no acesso às casas devido ausência de ACS conhecido e vinculado aos moradores. Notou-se receio da população em informar seus dados pessoais a desconhecidos e dificuldade na compreensão de algumas perguntas contidas no formulário.

Análise Crítica

A baixa cobertura da ESF em Belém levou a secretaria a buscar, na interação ensino-serviço, meios para garantir a realização do cadastro no Previne Brasil. Porém, a falta de vínculo entre população e voluntários, associada à precariedade de informação oficial sobre o programa dificultou o processo. Contudo, no novo financiamento da APS, o cadastramento populacional é peça fundamental para o repasse de verba aos municípios e a garantia do direito à saúde, pública e universal.

Conclusões e/ou Recomendações

Considerando-se que o cadastro no programa Previne Brasil, aliado à EC95 e à criação da ADAPS atualizam as medidas indutoras de precarização do SUS, principalmente na ESF, é preciso pensar abordagens mais informativas e sensíveis à população visando adesão aos cadastros. As lacunas nas informações oficiais sobre o cadastro e a desconfiança observada, podem impactar em subfinanciamento da APS para o município e barreiras no acesso à assistência.

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