AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE FORMAÇÃO ACERCA DA CADERNETA DA CRIANÇA POR PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA ATENÇÃO À SAÚDE INDÍGENA NO BRASIL

Vol 2, 2022 - 160399
Relato de Pesquisa
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Resumo

O Brasil tem recebido reconhecimento internacional pela redução da mortalidade infantil/MI, porém o coeficiente de MI indígena foi de 31,28/1000 nascidos vivos, valor 3x maior que o do Brasil, de 13,8 em 2015. Uma das ferramentas para o seguimento do crescimento e desenvolvimento, tem baixo preenchimento de informações, a Caderneta de Saúde da Criança/CC, ainda não adapta à população indígena.

Objetivos

Avaliar a percepção acerca da necessidade de capacitações acerca da Caderneta de Saúde da Criança por profissionais que atuam Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) em Estados brasileiros.

Metodologia

Estudo descritivo realizado em março e abril de 2020, com profissionais que atuam nos DSEIs, utilizando questionário semi-estruturado contendo perguntas relacionadas ao perfil e sobre as práticas em serviço, conhecimento sobre as temáticas da CC; utilização no processo de trabalho e suas necessidades ante a capacitações acerca da mesma. O questionário foi desenvolvido com questões fechadas e abertas, no GoogleForms e enviado para aos DSEIs e polos, que repassaram aos profissionais que atuam nos distritos indígenas. Os dados foram analisados utilizando o programa Stata12. As questões abertas foram categorizadas e quantificadas em relação aos temas evidenciados.

Resultados

Dos 1722 profissionais, o tempo médio de serviço foi de 8,8 anos, sendo que vinculados a população indígena foi de 7,5 anos. A maior participação veio dos DSEI de Porto Velho (7,78%), DSEI de Pernambuco e DSEI Yanomami com 7,67% cada. Quando questionados se há necessidade de receberem capacitação acerca da CC, 92,7% concordaram plenamente. E, os temas solicitados foram crescimento e desenvolvimento (77,1%) e imunização (60,3%). Ao serem questionados sobre situações especiais da saúde indígena, saúde bucal (52,1%), Autismo (38%) e a Síndrome de Down (29,1%), foram as mais requeridas. Para as capacitações, o material de apoio sugeridos foram vídeos educativos (65,4%) e álbum seriado (65,4%).

Conclusões/Considerações

Há carência de materiais e capacitações que contemplem as especificidades do cuidado à saúde da criança indígena. Propostas de formação utilizando modelos pedagógicos mais participativos são imprescindíveis sobre o conteúdo existente na CC, enfatizando o preenchimento de dados sistemáticos a cada atendimento realizado. Com isso, espera-se maior sistematização das informações e avaliações das condições de crianças indígenas.

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