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A violência contra a mulher não pode ser efetivamente prevenida nem combatida sem informações úteis e confiáveis. O contexto informacional desse tema é contraditório: instâncias públicas, como Tribunais de Justiça, Delegacias de Polícia e Secretarias Estaduais ou Municipais, produzem os dados sobre violência contra a mulher para fins operacionais específicos. Isso resulta em bases de dados fragmentadas, pouco comparáveis entre si e, portanto, insuficientes para suportar análises diagnósticas e prescritivas que compreendam a violência contra a mulher em sua complexidade. A integração de dados judiciais e socioeconômicos é uma das mais formas de superar essa limitação informacional. Este artigo descreve os principais resultados obtidos com a integração entre o Cadastro Único do Governo Federal — base comum de dados socioeconômicos — e os dados dos processos judiciais de violência doméstica contra a mulher perpetrada por parceiro íntimo — Tribunal de Justiça e do Programa CMais Mulher, ambos do Estado de Sergipe.
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