UM OLHAR INTERSECCIONAL PARA TRABALHO E RENDIMENTO POR GÊNERO E COR/RAÇA A PARTIR DE RESULTADOS PRELIMINARES DA AMOSTRA DO CENSO 2022

Vol. 23, 2024 - 338132
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Resumo

As desigualdades no mercado de trabalho brasileiro refletem discriminações sociais, culturais e históricas que atingem os indivíduos que possuem os chamados marcadores sociais da diferença, que são aspectos da identidade como sexo/gênero, raça/cor/etnia, deficiência, lugar de nascimento, entre outros. Os indivíduos que possuem mais de um marcador social enfrentam um conjunto de discriminações. A interseccionalidade é a forma de analisar como múltiplos marcadores sociais da diferença atuam na vida e nas oportunidades dos indivíduos. Este artigo apresenta comparações e análises sobre a condição de ocupação, indicadores de rendimento e de tempo de deslocamento para o trabalho por sexo e cor/raça, para as pessoas autodeclaradas brancas, pardas e pretas, a partir dos resultados preliminares da amostra do Censo Demográfico 2022. Ao resultados preliminares chamam a atenção para a interseccionalidade das barreiras enfrentadas pelos indivíduos que possuem os dois marcadores analisados.  Em todos os aspectos analisados neste artigo, as mulheres pretas são as que enfrentam os maiores obstáculos no trabalho: estão mais desocupadas, ganham menos e demoram mais tempo no trajeto de casa para o trabalho.

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Instituições
  • 1 ENCE/IBGE
Temática
  • Dinâmicas Demográficas e o Mercado de Trabalho
Palavras-chave
Gênero
Cor ou Raça
Interseccionalidade
Mercado de Trabalho
Marcadores Sociais