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A pesquisa em desenvolvimento propõe estudar o processo migratório da população que habitava Mazagão, uma fortaleza portuguesa estabelecida no litoral do Marrocos entre os séculos XVI e XVIII. O objetivo desta pesquisa é refletir sobre quais foram os efeitos sociais, econômicos e demográficos da imigração e fixação da população mazaganista na capitania do Grão-Pará para os próprios imigrantes e para os interesses de colonização da Coroa. Para alcançar tal objetivo partiremos da produção e análise de bases de dados das listas nominativas, fontes documentais desses indivíduos, no software Microsoft Acces. Ao descrevermos múltiplas facetas dessa população, à primeira vista, isolada fisicamente por muros, não obstante heterogênea, dinâmica e com trocas comerciais e culturais com o mundo árabe marroquino que cercava Mazagão, não imagina-se que passaram compulsoriamente por um processo migratório que afetou as dinâmicas populacionais, sociais e culturais da própria população e de vilas situadas na capitania do Grão-Pará. A presente pesquisa se insere em uma tentativa de contribuição para o atual cenário dos estudos de demografia histórica sobre passado populacional de uma parcela da população portuguesa que migrou compulsoriamente do norte da África para o norte do Grão-Pará, na medida em que se observam lacunas na historiografia no decorrer dos anos sobre tal temática, e ressaltam-se as composições e especificidades demográficas população de Mazagão.
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