PERCEPÇÕES E CARACTERÍSTICAS DOS USUÁRIOS DE BICICLETAS COMPARTILHADAS NO BRASIL

Vol. 23, 2024 - 337123
Pôster - Envio de trabalho completo
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

O presente estudo analisa as percepções e características dos usuários de bicicletas no Brasil, com foco nas dimensões de experiência, segurança e bem-estar, utilizando dados do Bike Barometer 2023. O objetivo central foi qualificar a percepção dos ciclistas acerca da segurança e do bem-estar e verificar se tais percepções variam segundo idade e sexo. A hipótese baseia-se na literatura de segurança viária, que indica que acidentes de trânsito apresentam perfis diferenciados conforme sexo e faixa etária, o que também se aplica ao ciclismo. Pesquisas mostram que mulheres e pessoas mais velhas relatam maior percepção de violência e vulnerabilidade, enquanto homens tendem a comportamentos mais arriscados e relatam maior bem-estar subjetivo ao pedalar, especialmente os mais jovens. A metodologia adotada consistiu em um survey autoaplicado, amplamente utilizado para captar percepções em amostras amplas. A análise foi descritiva e exploratória, complementada por testes de médias para comparar as pontuações de percepção de segurança e bem-estar entre homens e mulheres e entre faixas etárias. Os resultados revelam diferenças regionais relevantes, sobretudo no uso de bicicletas compartilhadas: 72% dos ciclistas do Nordeste jamais utilizaram esses sistemas, enquanto nas regiões Sudeste e Sul predominam aqueles que já os utilizam, refletindo desigualdade de oferta. O perfil demográfico mostra predominância de adultos, com médias de idade entre 39 e 44 anos. Observou-se ainda um padrão atípico de escolaridade, com 92% dos respondentes possuindo ensino superior ou pós-graduação, indicando viés de autoaplicação, contrastando com o perfil nacional do ciclista típico, geralmente de menor renda e escolaridade intermediária. Quanto à ocupação, predominam empregados e trabalhadores por conta própria, com variações na proporção de estudantes, especialmente no Nordeste. A desigualdade de gênero é evidente: mulheres representam apenas 25% dos ciclistas, corroborando estudos que apontam níveis mais elevados de insegurança percebida e risco de violência entre mulheres no trânsito.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • 2 Programa de Pós-graduação em Demografia (PPGDEM) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil
Temática
  • Futuros das Mobilidades
Palavras-chave
Mobilidade Urbana
Ciclismo
Percepção de Segurança
Bem-estar do Ciclista
Bem-estar do Ciclista