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Este estudo analisa os efeitos da incorporação da dinâmica temporal da mortalidade sobre a mensuração de custos previdenciários, tomando como referência a população de Minas Gerais. O objetivo é comparar os valores de anuidades vitalícias imediatas antecipadas obtidos por diferentes abordagens de modelagem da mortalidade: tábua estática, tábuas projetadas pelo IBGE, tábua limite, tábua geracional construída com fatores de improvement e projeções produzidas pelo modelo de Lee-Carter. A análise parte da tábua de mortalidade de Minas Gerais em 2010, disponibilizada na revisão de 2024 das Projeções da População do IBGE, e considera o horizonte de 2010 a 2070. As funções de mortalidade foram reconstruídas por idade simples mediante o modelo de Makeham e extrapoladas até a idade limite. Calcularam-se anuidades para homens e mulheres entre 50 e 75 anos, adotando-se taxa de juros igual a zero. Os resultados mostram que a utilização de tábua de um único período tende a produzir anuidades inferiores às obtidas por métodos que incorporam a evolução futura da mortalidade. Aos 50 anos, a diferença entre o menor valor, estimado pela tábua de único período, e o maior, produzido pela tábua geracional, alcançou 12,41% para as mulheres e 14,78% para os homens. As projeções do modelo de Lee-Carter apresentaram as trajetórias etárias mais distintas, evidenciando sensibilidade à especificação adotada e ao período de calibração. Conclui-se que a não incorporação dos ganhos futuros de longevidade pode subdimensionar os compromissos previdenciários, sobretudo nas idades em que o horizonte esperado de pagamento dos benefícios é mais longo.
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