ESTRESSE TÉRMICO ÚMIDO E RISCO DE PARTO PREMATURO NO BRASIL

Vol. 23, 2024 - 338091
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Resumo

Condições climáticas de estresse por calor úmido, caracterizadas por períodos prolongados de altas temperaturas e elevada umidade, podem influenciar a saúde reprodutiva, mas ainda são pouco estudadas em regiões tropicais. Estimamos a associação entre a exposição combinada a altas temperaturas e alta umidade relativa e a ocorrência de parto prematuro no Brasil nos meses quentes (janeiro-março e outubro-dezembro) de 2023. Integramos dados meteorológicos diários em nível municipal (BRDW-GD) com registros de nascidos vivos (SINASC), definindo o estresse por calor úmido como a exposição simultânea a temperaturas acima de 35 °C e a umidade relativa superior a 50% em uma janela de 30 dias antes do parto. Dentro dessa janela, avaliamos se as gestantes passaram 10, 7, 5 ou 3 dias nessa condição. Os efeitos foram estimados por regressão logística, com ajuste por características maternas e do recém-nascido, e estratificados por grandes regiões brasileiras. Os resultados revelaram uma heterogeneidade regional significativa. Entre outubro e dezembro, observou-se um efeito protetor na região Norte, enquanto as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram aumento de risco. Durante os meses de verão (janeiro-março), esse padrão se inverteu: o Sudeste mostrou efeito protetor, enquanto o Norte apresentou risco elevado. Em nível nacional, as associações foram positivas, porém de pequena magnitude.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  • 2 Universidade Federal do Vale do São Francisco
Temática
  • Fecundidade e Saúde sexual nos extremos do ciclo de vida e a saúde da mulher e da criança
Palavras-chave
Saúde reprodutiva
Mudanças climáticas
Brasil
Prematuridade