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O envelhecimento populacional, no Brasil, carrega consigo deficiências educacionais acumuladas por diferentes coortes. As coortes mais velhas refletem condições de escolarização do passado. No entanto, os níveis educacionais não são estanques, e em teoria, podem ser transformados ao longo da vida. No contexto do envelhecimento populacional, trazemos uma discussão sobre Educação ao Longo da Vida (ELV). No Brasil, essa Educação tem, no âmbito público, sua realização por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ainda que ELV não se resuma à EJA, neste trabalho, temos por objetivo apresentar um perfil do envelhecimento da população brasileira segundo indicadores educacionais (analfabetismo e nível de instrução), e um perfil das matrículas na EJA, segundo variáveis sociodemográficas (idade e sexo). A partir de dados do Censo Demográfico 2010 e 2022 do IBGE e do Censo Escolar (2007-2024), do INEP, trabalhamos com estatísticas descritivas para delinear esses perfis. Os primeiros resultados apontam que o analfabetismo e a baixa escolaridade estão concentrados nas idades mais velhas, e que dentre os adultos que estudam, isto é, 6,1% do total da população de 25 anos de idade ou mais, pouco mais da metade está no ensino superior. É observado um envelhecimento das matrículas na etapa da EJA Ensino Fundamental, enquanto na EJA Ensino Médio parece não haver mudanças substantivas na composição por idade.
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