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Este estudo analisa a inserção na Geração Sanduíche (GS) sob a perspectiva de gênero e suas interseccionalidades, investigando como a corresidência com gerações potencialmente demandantes de cuidado se associa às condições socioeconômicas, à inserção no mercado de trabalho e à sobrecarga doméstica das mulheres nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, nos anos de 2013 e 2019. Utilizam-se microdados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), considerando mulheres de 35 a 59 anos, a partir de uma abordagem descritiva comparativa regional e temporal. Os resultados indicam crescimento da GS em ambas as regiões, mais intenso no Nordeste, sugerindo maior dependência de arranjos familiares em contextos de vulnerabilidade socioeconômica. Observa-se que a composição racial da GS acompanha a estrutura demográfica regional, enquanto as melhorias educacionais não se traduzem, necessariamente, em melhores condições socioeconômicas. No mercado de trabalho, a elevada inserção ocupacional das mulheres na GS combina-se à persistência das responsabilidades domésticas, evidenciando intensificação da dupla jornada. Conclui-se que a GS expressa a articulação entre transformações demográficas recentes e desigualdades estruturais de gênero e regionais, reforçando a centralidade do cuidado intergeracional na reprodução de desvantagens socioeconômicas ao longo do curso de vida feminino.
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