ENTRE NÚMEROS E RESISTÊNCIA: INVISIBILIDADE ESTATÍSTICA, DINÂMICAS DEMOGRÁFICAS E JUSTIÇA TERRITORIAL DA POPULAÇÃO TRANS E TRAVESTI NO BRASIL

Vol. 23, 2024 - 338149
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Resumo

Este artigo analisa a invisibilidade estatística da população trans no Brasil a partir da articulação entre demografia, geografia crítica e transfeminismo. Parte-se da hipótese de que a ausência de dados oficiais sobre identidade de gênero não apenas limita a compreensão das dinâmicas populacionais, mas também reproduz desigualdades estruturais no espaço urbano. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza teórica e analítica, baseada em revisão bibliográfica e análise documental, com destaque para os dossiês da Rede Trans Brasil. Os resultados indicam que a produção do espaço urbano é atravessada por normas cisheteronormativas que condicionam a mobilidade, a permanência e a sobrevivência de pessoas trans, expressando-se em padrões específicos de mortalidade, exclusão socioespacial e precarização da vida. Conclui-se que a incorporação de marcadores de identidade de gênero nas estatísticas oficiais é fundamental para a construção de uma demografia mais inclusiva e para a formulação de políticas públicas territorialmente justas.

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Instituições
  • 1 Programa de Pós-graduação em Demografia (PPGDEM) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil
  • 2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • 3 Rede Trans Brasil
Temática
  • Pluralidade metodológica em gênero: tradições e inovações
Palavras-chave
demografia
população trans
invisibilidade estatística
produção espacial
justiça territorial