DIFERENÇAS REGIONAIS E DE GÊNERO NOS SUICÍDIO NO BRASIL (2000-2023)

Vol. 23, 2024 - 338147
Apresentação Oral - Envio de trabalho completo
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Introdução: A mortalidade por suicídio apresenta distribuição desigual segundo sexo, idade e território. No Brasil, diferenças na qualidade da certificação dos óbitos podem subestimar sua magnitude, comprometendo comparações regionais e temporais. Objetivos: Analisar a tendência temporal da mortalidade por suicídio no Brasil, entre 2010 e 2023, segundo sexo, faixa etária e macrorregião, após correção da má certificação dos óbitos.Metodologia: Estudo ecológico de tendência temporal com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, incluindo óbitos por suicídio em indivíduos com 10 anos ou mais, classificados pelos códigos X60-X84 e Y87.0 da CID-10. Aplicou-se correção da má certificação por redistribuição proporcional dos óbitos por intenção indeterminada (Y10-Y34), segundo metodologia previamente validada. Foram calculadas taxas específicas por sexo, faixa etária e região, além de taxas padronizadas pelo método direto, usando a população do Censo 2022. A tendência temporal foi analisada por regressão de Prais-Winsten, com estimativa da variação percentual anual e IC95%.Resultados: Foram registrados 174.537 suicídios no período, número que aumentou 13,2% após correção, totalizando 197.588 óbitos. As maiores taxas corrigidas foram observadas no Sul e Centro-Oeste, em ambos os sexos. Entre os homens, verificou-se gradiente etário ascendente, com maiores coeficientes nas idades adultas e avançadas. Entre as mulheres, as taxas foram inferiores, com maior concentração na meia-idade. Houve tendência crescente em ambos os sexos e em todas as regiões. O crescimento foi mais intenso entre mulheres jovens, sobretudo de 10 a 14 anos, e entre residentes do Norte e Centro-Oeste.Conclusão: A mortalidade por suicídio no Brasil apresentou crescimento sustentado no período, com importantes desigualdades etárias, regionais e de gênero. A correção da má certificação revelou subestimação relevante do problema, reforçando a necessidade de qualificar a informação em saúde e fortalecer a rede de atenção em saúde mental com enfoque nas desigualdades de gênero.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Programa de Pós-graduação em Demografia (PPGDEM) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • 2 Universidade Federal de São Paulo
Temática
  • Polarização Epidemiológica e Desigualdades em Morbimortalidade no Brasil
Palavras-chave
Estudos ecológicos
Suicídio
Demografia
Gênero
Saúde Mental