DESEMPREGO, DESALENTO E SUBUTILIZAÇÃO: DESESTRUTURAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO

Vol. 23, 2024 - 339004
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Resumo

O presente trabalho investiga os determinantes das condições de ocupação no mercado de trabalho brasileiro, com foco especial no fenômeno do desalento, subutilização e desocupação. Alicerçado nas diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o estudo busca diferenciar conceitualmente os indivíduos desocupados daqueles que compõem a força de trabalho potencial, desalentados ou subutilizados. O trabalho pretende também discutir a operacionalização desses conceitos na Pesquisa Amostral por Amostra de Domicílios Contínua. A metodologia empírica utiliza dados da PNAD Contínua e um modelo de regressão logística para avaliar os fatores que levam um indivíduo com disponibilidade para trabalhar ao desalento em oposição à desocupação. Os resultados indicam que fatores regionais são determinantes importantes do desalento, refletindo a escassez de oportunidades locais. A escolaridade é outro fator crucial. Jovens e mais velhos e as mulheres são os mais afetados. Conclui-se que o desalento é um forte indicador de vulnerabilidade social. A falta de absorção dessa força de trabalho perpetua desigualdades históricas de gênero e raça e reprime o potencial socioeconômico do país.

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Instituições
  • 1 Escola Nacional de Ciências Estatísticas
Temática
  • Dinâmicas Demográficas e o Mercado de Trabalho
Palavras-chave
Desalento
Desocupação
Subutilização
Trabalho
Desigualdades