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Este artigo analisa como tecnologias emergentes, com destaque para a inteligência artificial, vêm reconfigurando atividades, competências e perfis ocupacionais associados à educação profissional. Partindo da compreensão de que as transformações tecnológicas não se limitam à substituição de tarefas, o estudo busca aproximar o debate sobre automação da estrutura curricular da formação profissional. Metodologicamente, desenvolve-se uma abordagem quantitativa e exploratória aplicada à análise de 201 cursos e 1.487 unidades curriculares de uma instituição de relevância nacional na oferta de educação profissional e tecnológica. A pesquisa avalia, com o apoio de IA generativa, impactos potenciais de diferentes tecnologias sobre as atividades profissionais associadas às unidades curriculares dos cursos oferecidos pela instituição. A análise considerou três dimensões: tipo de impacto, categoria de tecnologia e horizonte de adoção. Os resultados mostram predomínio de efeitos de ampliação (59%) e geração (24%) de atividades, enquanto substituição (13%) e transferência (3%) aparecem com menor peso. As tecnologias relacionadas às plataformas e aplicativos digitais, inteligência artificial aplicada e internet das coisas, aparecem como maior potencial impacto, seja imediato ou em curto prazo. Os achados sugerem que a relação entre trabalho e tecnologia deve ser interpretada menos como simples eliminação de atividades e mais como reconfiguração do conteúdo do trabalho. Nesse contexto, a educação profissional emerge como dimensão estratégica para antecipar mudanças ocupacionais ao revisar referenciais de competência e preparar trabalhadores para contextos produtivos marcados por crescente mediação tecnológica.
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