APARÊNCIA OU ASCENDÊNCIA? REFLEXÕES SOBRE A AUTODECLARAÇÃO E A RECLASSIFICAÇÃO RACIAL EM ESTATÍSTICAS OFICIAIS

Vol. 23, 2024 - 338054
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Resumo

O objetivo central deste estudo é analisar os critérios que as pessoas utilizam para autodeclarar sua pertença racial. Parte-se da premissa de que compreender como esses critérios evoluem ao longo do tempo pode contribuir para elucidar as lógicas e os mecanismos de reclassificação racial. Um argumento bastante aceito na literatura é que o trânsito racial no Brasil é um fenômeno observado desde os anos 1940, que inicialmente indicava uma fuga da negritude, enquanto, nos anos 1990, converteu-se em um processo de escurecimento (darkening) da população. Atribui-se o processo de reclassificação racial à forte atuação do movimento negro e às políticas de ação afirmativa no Brasil. O presente estudo busca analisar, de forma mais específica, a relação entre a justificativa da autodeclaração, a ascendência familiar e as disputas e elaborações em torno da categoria “pardo”, que alguns autores caracterizam como uma posição racialmente intermediária. Os dados empíricos são provenientes da série histórica dos censos demográficos brasileiros e da Pesquisa Social Brasileira das rodadas de 2002 e 2023.


 

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Temática
  • Perspectivas e desafios nos estudos populacionais sobre Povos e Comunidades Tradicionais
Palavras-chave
Raça
Trânsito racial
Classificação racial
Reclassificação racial
Censo