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A migração transnacional constitui um elemento central na compreensão dos fluxos migratórios contemporâneos, especialmente no contexto da América Anglo-Saxônica, onde trabalhadores migrantes mantêm vínculos simultâneos com seus países de origem e destino. Esse fenômeno, sustentado por redes sociais, remessas financeiras e programas de trabalho sazonal, contribuiu historicamente para a consolidação de mercados laborais continentais baseados na complementaridade entre oferta e demanda de mão de obra. No entanto, observa-se uma inflexão nesse cenário em decorrência da crescente securitização das políticas migratórias nos Estados Unidos e no Canadá. A partir de uma abordagem metodológica qualitativa e quantitativa, fundamentada em análise documental, levantamento de dados secundários e revisão de literatura, esta pesquisa examina as recentes transformações normativas e seus impactos sobre a mobilidade laboral internacional. Os resultados indicam que o endurecimento dos regimes migratórios, materializado no aumento de barreiras legais, intensificação da fiscalização e restrições à entrada e permanência de migrantes, tem provocado uma redução significativa no contingente de trabalhadores estrangeiros. Esse processo afeta diretamente a estrutura dos mercados de trabalho, comprometendo a produtividade, a arrecadação fiscal e o dinamismo econômico. Além disso, observa-se uma reconfiguração do perfil do transmigrante, cuja mobilidade passa a ser cada vez mais limitada por mecanismos institucionais de controle. Dessa forma, a pesquisa evidencia que a securitização migratória não apenas fragiliza as dinâmicas transnacionais, mas também tensiona a sustentabilidade dos mercados laborais que delas dependem.
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